A missão nº1 era descansar a mente e o corpo.
Tudo aconteceu, desde chuvas ininterruptas na praia, à catástrofes naturais na cidade, a pneumonias...
Missão nº1 = FAIL
A missão nº2 era redescobrir o prazer das coisas simples.
No meu caso, fazer doces, cuidar das plantas, que mais? Hoje não sei bem.
Missão nº2 = em andamento.
A missão nº 3 era reconectar com a filosofia.
Missão nº 3 = a iniciar
Cruelmente - ou inocentemente - peguei logo um Kierkegaard... Sadomasoquismo? Autodestruição? Inocência? Nunca saberei ao certo. Larguei na 2a página, óbvio.
☆Nova tentativa. Sêneca, pocket book, sobre a "Brevidade da Vida", bem mais adequado ao momento. Angariei 3 páginas completas, e cá estou. Porque como todo bom filósofo, Sêneca me fez parar e avaliar o que ando fazendo da minha própria breve vida...
Diz ele que a vida é breve, o tempo é longo - porque não vivemos, apenas gastamos tempo... Duro e real.
O que me leva ao drama da missão nº2.
A proposta era fazer um bolo. Sempre amei fazer doces, fui nessa missão. Encontrei a receita mais complicada, com 20 etapas e nunca antes executada pelas minhas mãos pouco técnicas...
Consegui? Sim! (Vitória)
Foi fácil? Não!
Prazeroso? Também não!
Podia ter sido um bolinho de nada, de saquinho, onde basta adicionar ovo e leite? Fatalmente.
Daí então porque selecionei LOGO o menos básico? Qual é o drama da vez? Tortura? Auto flagelo?
Alguém atualiza essa mente doida, tempos de cativeiro já passaram. A missão é o prazer, lembra?
Sêneca diz, se você está desconectado de você e seus valores, está só perdendo tempo. Se desfoquei da missão, do objetivo pra alcançar alguma maestria inventada por mim mesma, um patamar de excelência que só eu vislumbro e desejo, estou vivendo ou apenas gastando meu precioso tempo?
Nada errado em querer atingir altos patamares. Desde que seja no momento certo, e com os motivos certos. Coisa que não fiz. Mas irei fazer. Missão nº 4.
💬 O bolo - delicioso por sinal - é de chocolate e beterraba, com crême fraîche e chips de beterraba.
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